O valor máximo para emissão de nota fiscal MEI é uma das dúvidas mais comuns entre microempreendedores, especialmente quando o negócio começa a crescer. A resposta é simples: não existe limite de valor por nota fiscal individual para um MEI. O que existe é um limite de faturamento anual, que em 2024 é de R$ 81 mil para a maioria dos segmentos. Isso significa que você pode emitir uma nota fiscal de R$ 10 mil, R$ 50 mil ou qualquer outro valor, desde que não ultrapasse o faturamento total permitido no ano.
O importante é estar atento ao seu faturamento acumulado para não ultrapassar o teto anual e perder a condição de MEI, o que geraria consequências fiscais e tributárias. Muitos empreendedores se confundem pensando que existe um limite por nota, quando na verdade o controle deve ser feito mensalmente e anualmente. A Instacont ajuda você a acompanhar esse limite em tempo real, garantindo que sua empresa mantenha a regularidade fiscal sem surpresas desagradáveis no final do ano.
Qual o valor máximo para emissão de nota fiscal MEI em 2024/2025?
A dúvida é recorrente entre microempreendedores individuais: existe um valor máximo por nota fiscal emitida? A resposta direta é não — o MEI não tem um teto por documento fiscal emitido. O que existe é um limite anual de faturamento, e é esse teto que define até quanto o MEI pode faturar somando todas as notas do ano. Em 2024 e 2025, esse limite é de R$ 81.000 por ano, equivalente a R$ 6.750 por mês em média.
Entender essa distinção é fundamental para evitar erros de gestão. Um MEI pode emitir uma única nota de R$ 50.000 sem nenhum problema legal, desde que o total acumulado de notas no ano não ultrapasse o teto permitido. O controle, portanto, é sobre o faturamento acumulado, não sobre o valor unitário de cada nota.
Limite de faturamento do MEI: quanto pode faturar por ano e por mês
Teto anual atual do MEI: R$ 81.000 por ano
O limite de faturamento do MEI é estabelecido pela Lei Complementar nº 155/2016 e atualizado periodicamente. Atualmente, o teto vigente é de R$ 81.000 anuais, válido tanto para 2024 quanto para 2025. Esse valor contempla toda a receita bruta obtida com a atividade econômica registrada no CNPJ MEI — seja venda de produtos, prestação de serviços ou ambos quando a atividade permitir.
É importante destacar que o limite se aplica ao ano-calendário, ou seja, de 1º de janeiro a 31 de dezembro. Não existe carregamento de saldo de um ano para outro: cada exercício começa do zero.
Como calcular o limite mensal proporcional (R$ 6.750 por mês)
Dividindo R$ 81.000 por 12 meses, chega-se ao valor de referência de R$ 6.750 por mês. Esse número é uma média, não um limite mensal rígido. Na prática, o MEI pode faturar R$ 15.000 em um mês e R$ 2.000 em outro, sem infringir nenhuma regra — desde que a soma anual não supere R$ 81.000.
O cálculo proporcional importa principalmente para o MEI que inicia as atividades no meio do ano. Nesse caso, o limite é calculado multiplicando R$ 6.750 pelo número de meses restantes no ano, incluindo o mês de abertura. Por exemplo, um MEI que abre em setembro tem direito a faturar até R$ 27.000 naquele ano (4 meses × R$ 6.750).
MEI Caminhoneiro: limite diferenciado de R$ 251.600 por ano
Existe uma categoria especial dentro do MEI destinada ao transportador autônomo de cargas: o MEI Caminhoneiro. Por conta das particularidades da atividade — custos operacionais elevados, sazonalidade e volume de receita necessário para manter o negócio viável —, esse segmento conta com um teto de faturamento de R$ 251.600 anuais, mais de três vezes o limite do MEI convencional.
As regras de emissão de nota fiscal para o MEI Caminhoneiro seguem a mesma lógica: não há valor máximo por nota emitida, e o controle é feito sobre o faturamento total acumulado no ano.
Existe limite de valor por nota fiscal emitida pelo MEI?
Não há teto por nota: o limite é sobre o faturamento total anual
Este ponto merece ênfase porque gera muita confusão. Não existe nenhuma legislação federal, estadual ou municipal que estabeleça um valor máximo por nota fiscal emitida pelo MEI. O empreendedor pode emitir uma NFS-e de R$ 30.000 por um projeto de consultoria, por exemplo, sem qualquer irregularidade — contanto que, somando todas as notas do ano, não ultrapasse R$ 81.000.
O que limita o MEI é o enquadramento tributário, não o documento fiscal em si. A nota fiscal é apenas o registro da operação comercial. O controle fiscal e tributário recai sobre o faturamento acumulado.
Como o MEI deve controlar o somatório das notas emitidas
O MEI é obrigado por lei a manter um Relatório Mensal de Receitas Brutas, documento simples que registra todas as entradas do mês, separando receitas de serviços e de comércio/indústria. Esse relatório deve ser guardado por no mínimo 5 anos.
Na prática, o controle pode ser feito de forma simples:
- Registrar cada nota emitida com data, valor e tipo de operação;
- Somar os valores mensalmente e acompanhar o acumulado anual;
- Comparar o total com o limite de R$ 81.000 ao longo do ano;
- Alertar-se quando o faturamento se aproximar de 70% do teto (por volta de R$ 56.700), para planejar eventuais ações.
Ferramentas de gestão financeira simples, planilhas ou o próprio aplicativo do governo federal (MEI App) podem auxiliar nesse acompanhamento.
Tipos de nota fiscal que o MEI pode emitir
NFS-e (Nota Fiscal de Serviços Eletrônica): quando e como emitir
A NFS-e é o documento utilizado por MEIs que prestam serviços. Ela é emitida pelo portal da prefeitura do município onde o MEI está registrado, e cada cidade tem seu próprio sistema. O ISS (Imposto Sobre Serviços) já está incluso no DAS mensal do MEI, portanto a alíquota do imposto na nota costuma ser zerada ou isenta para o microempreendedor individual — mas isso varia conforme o município.
Para emitir a NFS-e, o MEI precisa se cadastrar no portal da prefeitura, informar o tomador do serviço (CPF ou CNPJ), a descrição do serviço prestado, o valor e o código de atividade correspondente.
NF-e (Nota Fiscal Eletrônica): para venda de mercadorias
O MEI que comercializa produtos utiliza a NF-e (modelo 55), emitida pelo sistema da Secretaria da Fazenda estadual (Sefaz). Para emiti-la, é necessário obter uma credencial de acesso junto à Sefaz do estado e, em alguns casos, instalar um certificado digital. A NF-e é obrigatória nas operações com pessoas jurídicas e em transações interestaduais.
NFC-e (Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica): para vendas no varejo
A NFC-e substitui o antigo cupom fiscal e é voltada para vendas diretas ao consumidor final (pessoa física) no varejo. Também é gerida pela Sefaz estadual e exige credenciamento prévio. É o modelo mais adequado para MEIs que têm ponto de venda físico, como pequenas lojas ou food trucks.
NFA-e e NF-e Avulsa: alternativas para MEI sem sistema próprio
Para MEIs que emitem notas com pouca frequência e não querem investir em sistemas de emissão, existe a NF-e Avulsa, disponível diretamente no portal da Sefaz de alguns estados. Essa modalidade permite emitir notas sem necessidade de software específico, apenas com login no portal do fisco estadual. A NFA-e (Nota Fiscal Avulsa Eletrônica) funciona de forma semelhante e está disponível em estados como Minas Gerais e Bahia, sendo uma excelente alternativa para quem tem volume baixo de operações.
O que acontece se o MEI ultrapassar o limite de faturamento?
Ultrapassou até 20% do limite (até R$ 97.200): migração para ME retroativa
Se o faturamento anual ficar entre R$ 81.001 e R$ 97.200 (até 20% acima do teto), o MEI deve ser enquadrado como Microempresa (ME) no Simples Nacional a partir de 1º de janeiro do ano seguinte. Nesse caso, a transição é retroativa ao início do ano, e o empreendedor precisará recolher a diferença de impostos referente ao período em que permaneceu como MEI, mas já com faturamento superior ao permitido.
Ultrapassou mais de 20% do limite (acima de R$ 97.200): exclusão imediata do SIMEI
Quando o excesso supera 20% do teto — ou seja, o faturamento ultrapassa R$ 97.200 no ano —, a exclusão do SIMEI (sistema de recolhimento do MEI) ocorre de forma imediata, retroativa ao mês em que o excesso foi verificado. Isso significa que o empreendedor deverá recolher os impostos como ME desde aquele mês, com possibilidade de multas e juros sobre o período irregular.
Nessa situação, a migração para ME deve ser providenciada o quanto antes para regularizar a situação fiscal. Contar com o suporte de uma contabilidade online especializada, como a Instacont, pode acelerar esse processo e evitar autuações.
Procedimentos obrigatórios junto à Receita Federal e Sefaz estadual
Após o desenquadramento, o empreendedor precisa:
- Comunicar a exclusão do SIMEI no Portal do Simples Nacional;
- Solicitar enquadramento no Simples Nacional como ME;
- Atualizar os dados cadastrais na Sefaz estadual para continuar emitindo notas fiscais sob o novo regime;
- Regularizar os recolhimentos em atraso, com os acréscimos legais devidos;
- Verificar obrigações acessórias que passam a ser exigidas como ME, como a entrega de declarações mensais.
Nova proposta de limite MEI para 2026: o que está sendo discutido
Proposta de aumento do teto para R$ 130.000 anuais: status atual
Tramita no Congresso Nacional uma proposta de ampliação do teto de faturamento do MEI para R$ 130.000 anuais. A medida faz parte de um conjunto de discussões sobre a reforma tributária e o fortalecimento do empreendedorismo individual no Brasil. Até o momento, a proposta ainda não foi aprovada e não tem data definida para votação. O limite vigente de R$ 81.000 permanece em vigor para 2025.
É fundamental que o MEI acompanhe as atualizações legislativas, pois mudanças no teto impactam diretamente o planejamento financeiro e a estratégia de crescimento do negócio.
Como se preparar caso o novo limite seja aprovado
Se o teto for elevado para R$ 130.000, MEIs que hoje estão próximos do limite poderão continuar no regime simplificado por mais tempo, adiando a necessidade de migrar para ME. Para se preparar:
- Mantenha o controle de faturamento atualizado mês a mês;
- Avalie se suas atividades continuarão enquadradas no novo teto;
- Consulte um contador para entender se permanecer como MEI ou migrar para ME será mais vantajoso no seu caso específico;
- Não tome decisões de expansão baseadas em propostas ainda não aprovadas.
Condições para ser MEI e emitir notas fiscais regularmente
Requisitos básicos: faturamento, atividade permitida e vínculo empregatício
Para se manter como MEI e emitir notas fiscais de forma regular, o empreendedor precisa atender cumulativamente a estas condições:
- Faturamento anual dentro do limite: R$ 81.000 (ou R$ 251.600 para caminhoneiros);
- Exercer atividade permitida: a ocupação deve constar na lista de atividades autorizadas para o MEI;
- Não ter sócio: o MEI é um empresário individual, sem participação societária;
- Não ser titular de outro CNPJ: não pode ser sócio, administrador ou titular de outra empresa;
- Ter no máximo um empregado: contratado com salário mínimo ou piso da categoria;
- Não ser servidor público federal em atividade (há exceções para alguns casos específicos).
O MEI também recolhe mensalmente o DAS, que inclui INSS, ISS e/ou ICMS conforme a atividade. Esse recolhimento garante acesso a benefícios previdenciários. Para entender melhor como funciona o INSS nessa categoria, vale consultar informações sobre como calcular o INSS como contribuinte individual, especialmente para quem está avaliando uma eventual migração de regime.
Atividades vedadas ao MEI que impedem a emissão de NF
Algumas atividades são expressamente proibidas para o MEI. Profissões regulamentadas que exigem registro em conselhos de classe (como médicos, advogados, engenheiros e contadores) não podem ser exercidas sob esse regime. Da mesma forma, atividades financeiras, de seguros e algumas do setor industrial com restrições específicas estão fora da lista permitida.
Se o MEI emitir notas fiscais para uma atividade não cadastrada em seu CNPJ, a nota pode ser rejeitada pelo sistema ou gerar irregularidade fiscal. Por isso, é essencial verificar se a atividade exercida está corretamente registrada no CNAE do MEI antes de emitir qualquer documento fiscal.
FAQ: Perguntas frequentes sobre nota fiscal MEI
O MEI é obrigado a emitir nota fiscal em todas as vendas?
Não em todas. O MEI é obrigado a emitir nota fiscal quando o comprador for pessoa jurídica (CNPJ) e solicitar o documento. Para vendas a pessoas físicas, a emissão é obrigatória apenas se o consumidor pedir. Ainda assim, manter o hábito de emitir notas em todas as operações facilita o controle do faturamento e evita problemas futuros.
Qual o valor máximo de uma única nota fiscal que o MEI pode emitir?
Não existe valor máximo por nota. O MEI pode emitir uma nota de qualquer valor, desde que o total acumulado de notas no ano não ultrapasse R$ 81.000. Uma única nota de R$ 70.000 é permitida, por exemplo, desde que as demais notas do ano não ultrapassem os R$ 11.000 restantes do limite.
MEI que vende para pessoa física precisa emitir nota fiscal?
Somente se o consumidor solicitar. Na ausência de pedido, a emissão não é obrigatória para vendas a pessoas físicas. Porém, independentemente disso, o MEI deve registrar toda receita no Relatório Mensal de Receitas Brutas.
Como emitir nota fiscal gratuita sendo MEI?
Para NFS-e (serviços), o MEI acessa o portal da prefeitura do seu município, que geralmente oferece o sistema de emissão gratuitamente. Para NF-e e NFC-e (produtos), a Sefaz estadual disponibiliza emissores gratuitos em alguns estados. A NF-e Avulsa, disponível diretamente no portal da Sefaz, é outra opção sem custo para quem emite com baixa frequência.
O que acontece com as notas fiscais emitidas se o MEI for desenquadrado?
As notas emitidas durante o período como MEI permanecem válidas. Após o desenquadramento, o empreendedor passa a emitir notas como ME, sob o novo regime tributário. As notas anteriores não precisam ser canceladas, mas os impostos devidos sobre o período irregular devem ser regularizados junto à Receita Federal e à Sefaz estadual.
MEI pode emitir nota fiscal para CNPJ (pessoa jurídica)?
Sim, e nesse caso a emissão é obrigatória quando solicitada pelo tomador. Empresas que contratam MEIs frequentemente exigem nota fiscal para registrar a despesa em sua contabilidade. O MEI deve emitir o tipo de nota adequado à operação: NFS-e para serviços ou NF-e para produtos. Caso esteja avaliando como sua contribuição previdenciária funciona nesse contexto, pode ser útil entender como pagar o INSS como contribuinte individual caso haja mudança de regime.














