Entender como funciona a tributação para o Microempreendedor Individual é essencial para manter o negócio regularizado e evitar surpresas com o fisco. Um dos pontos que costuma gerar dúvidas é o código de tributação nacional aplicado ao MEI, uma informação fundamental tanto para emissão de notas fiscais, quanto para cumprimento das obrigações fiscais mensais. Apesar de parecer burocrático à primeira vista, conhecer o código adequado pode fazer toda a diferença, tanto para garantir que as contribuições estejam corretas, quanto para permitir o crescimento seguro da empresa dentro das regras previstas na legislação.
Muitos pequenos empreendedores acabam se perdendo ao buscar informações sobre enquadramento tributário, tabela de códigos ou a relação entre CNAE e tributação do MEI. Por isso, compreender qual código utilizar e como consultá-lo junto aos órgãos oficiais é uma vantagem estratégica para quem quer transformar o próprio negócio em um empreendimento profissional, seguro e livre de complicações fiscais. Se você busca praticidade e quer facilitar a gestão financeira e contábil da sua empresa, entender esse tema é o primeiro passo rumo à autonomia e ao sucesso como MEI.
O que é o código de tributação nacional?
O código de tributação nacional é um identificador utilizado para classificar a atividade econômica e o regime tributário ao qual uma empresa está submetida no Brasil. Para o Microempreendedor Individual (MEI), esse código estabelece as diretrizes para o correto pagamento de impostos, a emissão de notas fiscais e a configuração do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) em sistemas públicos e privados. Sua principal finalidade é garantir que as operações da empresa aconteçam de acordo com a legislação tributária vigente, facilitando a fiscalização e o enquadramento das obrigações do negócio.
No contexto do MEI, o código de tributação nacional reflete o enquadramento simples e favorecido desse modelo empresarial. Ao se formalizar, o microempreendedor recebe um CNPJ vinculado automaticamente ao Regime do Simples Nacional, na categoria SIMEI. Assim, a Receita Federal já define qual código representa sua tributação, que está diretamente relacionado à natureza das atividades escolhidas no momento do cadastro. Isso elimina etapas burocráticas e facilita o trabalho tanto do empreendedor quanto dos órgãos fiscais.
Esse código aparece de maneira explícita em cadastros eletrônicos vinculados à empresa, canhotos de notas fiscais eletrônicas e na Tabela de Códigos da Receita Federal. É importante que qualquer MEI saiba localizá-lo, especialmente ao lidar com clientes que exigem nota fiscal ou com fornecedores que pedem comprovação do enquadramento tributário. Além disso, o código de tributação auxilia contadores e profissionais de finanças no preenchimento correto das declarações e no pagamento mensal do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).
Ter clareza sobre esse identificador é determinante para evitar erros nas operações fiscais e, sobretudo, para manter o negócio regularizado. O conhecimento do código permite cumprir as obrigações legais com mais assertividade e minimiza riscos de autuações ou questionamentos dos órgãos de fiscalização. Isso fortalece a credibilidade da empresa e abre caminhos mais seguros para a prestação de serviços, vendas e eventuais processos de crescimento ou migração para categorias mais avançadas de empreendedorismo.
Como funciona a tributação para MEI?
Obrigações fiscais do MEI
A tributação do Microempreendedor Individual é simplificada, pensada justamente para facilitar a regularização dos pequenos negócios. O MEI está inserido no regime do Simples Nacional, mas tem uma categoria especial e um sistema de recolhimento reduzido. Sua principal obrigação é pagar mensalmente o Documento de Arrecadação do Simples Nacional do MEI (DAS-MEI).
Esse pagamento reúne, em uma única guia, todos os tributos principais devidos pelo MEI: o INSS (Previdência Social), o ICMS (para quem atua com comércio ou indústria) e o ISS (para quem presta serviços). A alíquota é fixa e varia conforme a atividade econômica exercida, facilitando o planejamento financeiro e reduzindo a burocracia.
Além disso, o MEI deve fazer o envio do relatório mensal das receitas obtidas e guardar as notas fiscais emitidas e recebidas. Apesar da simplicidade, é essencial ficar atento a essas obrigações para não acumular pendências, já que a inadimplência pode gerar multas e até a perda dos benefícios da categoria.
Limite de faturamento
O MEI deve respeitar o limite máximo de faturamento anual estabelecido pela legislação. Esse teto é fundamental para que o enquadramento como Microempreendedor Individual seja mantido, tornando a tributação mais barata e o processo mais prático.
Se o faturamento ultrapassar o valor permitido, o empreendedor obrigatoriamente passa para outro regime tributário, geralmente o Simples Nacional, o que aumenta a carga tributária e exige controle financeiro mais rigoroso. Vale lembrar que todo o cálculo deve considerar a receita bruta obtida em cada ano, sem descontar despesas ou custos.
- Pagamento mensal do DAS-MEI
- Entrega do relatório de receitas
- Emissão e arquivamento de notas fiscais (quando obrigatório)
- Respeito ao limite de faturamento anual
Estar atento às obrigações e ao funcionamento do sistema tributário do MEI é o primeiro passo para manter o negócio legalizado, aproveitando os benefícios fiscais e evitando surpresas desagradáveis na gestão da empresa.
Onde encontrar o código de tributação nacional do MEI
Como consultar o código na Receita Federal
O código de tributação nacional para MEI é indispensável ao emitir notas fiscais e garantir a conformidade tributária do seu negócio. Para identificar esse código, o caminho mais seguro é buscar diretamente nos sistemas e materiais oficiais da Receita Federal, já que esses dados são atualizados e reconhecidos pelas secretarias da fazenda estaduais e municipais.
O método mais simples e rápido para consulta é acessar o Portal do Simples Nacional. Dentro do site, há a opção de emitir o Certificado da Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI), que exibe o enquadramento tributário do MEI. Esse documento traz dados cadastrais como o CNPJ, o Código Nacional de Atividade Econômica (CNAE) principal e, principalmente, o código de tributação necessário para documentações fiscais.
Outra ferramenta é a Tabela do Simples Nacional, disponível para consulta pública. No menu do site da Receita Federal, você encontra a “Tabela de Tributação – Anexo XI”, que lista todos os códigos de tributação nacional vinculados ao regime do MEI. É importante sempre confirmar o código no site oficial, pois alterações podem ocorrer conforme atualizações da legislação.
- Acesse o Portal do Empreendedor (gov.br/mei);
- Entre na área de “Já Sou MEI”;
- Escolha “Emissão de Comprovante (CCMEI)” para visualizar dados cadastrais;
- Ou consulte a tabela oficial de códigos pelo Simples Nacional, na Receita Federal.
Tabela dos principais códigos para MEI
Os códigos de tributação nacional mais utilizados pelo MEI variam conforme a natureza das atividades permitidas ao microempreendedor. Veja alguns dos principais:
- 401 – Simples Nacional – MEI: Usado para prestação de serviços enquadrados no MEI, conforme legislação do Simples Nacional.
- 402 – Simples Nacional – MEI excess of revenue: Aplica-se em casos de desenquadramento automático, por extrapolação do limite anual do MEI.
- 102 – Simples Nacional – Tributada pelo Anexo I: Usado por empresas optantes do Simples Nacional que não sejam MEI, mas que pode aparecer em consultas.
Para o MEI padrão, o código mais referenciado é o 401, mas sempre confirme junto ao seu CNAE registrado, pois algumas atividades podem demandar códigos específicos devido à legislação municipal ou estadual.
Ao interpretar a tabela, é fundamental entender que cada código existe para identificar, de forma padronizada, o tipo de tributação aplicada ao microempreendedor individual, facilitando o lançamento correto das informações nas notas fiscais eletrônicas e a conferência das obrigações fiscais.
Dominar onde consultar e como usar essa informação é uma etapa decisiva para a gestão segura do seu MEI, principalmente se seu objetivo é amadurecer o negócio e garantir conformidade tributária desde o início.
Como identificar o código correto para sua atividade
CNAE e sua relação com o código de tributação
Ao abrir um MEI, um dos passos mais importantes é a escolha da atividade econômica que será exercida, representada por um código chamado CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). O CNAE é fundamental porque determina não apenas as obrigações acessórias e permissões do negócio, mas também está diretamente ligado ao código de tributação nacional do MEI.
O código de tributação utilizado pelo MEI é padronizado de acordo com o seu enquadramento como microempreendedor individual, mas sua correta identificação na emissão de notas fiscais depende do CNAE principal escolhido durante o processo de abertura da empresa. Ou seja, cada atividade permitida ao MEI tem um código CNAE correspondente, e este, por sua vez, se relaciona ao regime tributário específico do MEI: o SIMEI (Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos do Simples Nacional).
Para identificar o código correto para sua atividade, siga estes passos:
- Verifique a tabela de atividades permitidas: Consulte a lista oficial de CNAEs disponibilizada no Portal do Empreendedor para saber se sua atividade está enquadrada na categoria de MEI e conhecer o código correspondente.
- Confira na sua inscrição: Ao fazer a inscrição como MEI, o sistema já associa automaticamente o CNAE principal da sua atividade. Esse número estará presente no Certificado da Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI).
- Relacione com o código tributário: O código de tributação nacional costuma ser mencionado nos sistemas de emissão de notas fiscais eletrônicas dos municípios ou estados e deve corresponder ao enquadramento do MEI. Normalmente, ele está relacionado ao código “401 – Simples Nacional – Microempreendedor Individual”, mas recomenda-se confirmar junto à prefeitura local ou contador.
É importante lembrar que em casos de alterações ou adição de novas atividades, o CNAE deve ser atualizado e, consequentemente, o código de tributação aplicável poderá mudar. A escolha correta assegura que sua empresa esteja em conformidade com as exigências legais e receba o tratamento tributário adequado, evitando notificações e complicações fiscais. Com essa base, é possível emitir notas fiscais, preencher declarações e pagar suas contribuições em dia, de acordo com o tipo de atividade cadastrada no seu CNPJ.
Principais dúvidas sobre o código de tributação nacional para MEI
O que fazer em caso de erro no código?
Se você identificou um erro no código de tributação nacional usado na emissão de notas fiscais do MEI, é importante corrigir o quanto antes para evitar problemas junto aos órgãos de fiscalização. O código de tributação do MEI, normalmente identificado como CST 102 (para empresas optantes pelo Simples Nacional, caso do MEI), deve refletir corretamente o enquadramento tributário e a natureza das atividades realizadas. Se houver divergência, você pode tomar algumas providências:
- Verifique qual é o código correto para o seu CNAE principal usando serviços oficiais, como o Portal do Simples Nacional ou consultando a prefeitura do seu município.
- Oriente-se junto ao seu contador ou à sala do empreendedor para corrigir a próxima nota fiscal emitida, já utilizando o código correto.
- Em caso de nota fiscal já emitida com erro e aceita pelo cliente, consulte a legislação local para saber se é possível o cancelamento ou a emissão de uma carta de correção fiscal, processo que pode ser feito por meio do sistema eletrônico de notas fiscais municipal ou estadual.
- Mantenha um registro de todas as correções realizadas para eventuais auditorias e para facilitar futuras consultas.
Corrigir rapidamente o código de tributação evita penalidades, mantém sua empresa regularizada e garante o correto recolhimento do DAS-MEI.
Mudança de atividade e atualização do código
Quando o MEI altera sua atividade principal ou secundária, é fundamental atualizar o código de tributação nacional. Isso porque cada atividade econômica, presente na tabela do CNAE, pode exigir um código diferente conforme o tipo de serviço ou produto oferecido. Ao realizar a mudança:
- Acesse o Portal do Empreendedor e registre a alteração do CNAE, escolhendo atividades permitidas para o MEI.
- Após a alteração ser registrada, consulte nos órgãos oficiais qual o código de tributação correspondente ao novo CNAE.
- Certifique-se de utilizar o novo código nas próximas emissões de nota fiscal e no cumprimento das obrigações fiscais, garantindo que sua empresa permaneça dentro da legalidade.
Vale lembrar que manter o cadastro de atividades atualizado reflete diretamente nas tributações simplificadas do MEI e evita desencontros de informação com os órgãos governamentais. O uso do código correto facilita auditorias, fiscalização e o planejamento do crescimento do negócio de forma alinhada com as regras tributárias do Simples Nacional.












